Honras atrasadas – Brasil revê biografia de João Goulart

Honras atrasadas – Brasil revê biografia de João Goulart

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Após a exumação do corpo de João Goulart na cidade de São Borja (RS), em novembro, começou também a investigação de uma parte da história recente do Brasil.

Deposto por um golpe civil-militar em 1964, o ex-presidente João Belchior Marques Goulart , ou “Jango” morreu no exílio nas primeiras horas do dia 6 de dezembro de 1976.

Sua morte aos 57 anos por ataque cardíaco não surpreendeu na época, já que Jango tinha histórico de problemas no coração.

Entretanto, com a descoberta, nos últimos anos, de documento sobre o período, surgiram também especulações sobre a possibilidade de Goulart ter integrado alguma das famosas listas de personalidades políticas que deveriam ser mortas.

1964 foi um ano chave para compreendermos toda essa história. No entanto, precisamos ainda retroceder ao ano de 1960, para as últimas eleições em que se votou separadamente para presidente e vice-presidente. Nela, Jânio Quadros foi eleito presidente e João Goulart vice, no entanto, o mandato de Jânio foi bem curto deixando à presidência nas mãos de Jango, sob grave crise, pressões e críticas tanto da esquerda quanto da direita.

Em fevereiro de 1974, surgiu o esboço de uma operação conjunta de repressão contra “inimigos políticos” da América Latina na América Latina, integrando Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia e com apoio dos Estados Unidos. Em novembro de 1975, foi oficializada a Operação Condor.

Um documento secreto da CIA, de agosto de 1976, informava que os agentes de repressão estavam se organizando para operar o assassinato de terroristas de “alto nível” exilados na Europa. Para os exilados na América a situação não seria diferente.

João Goulart supostamente integrava uma dessas listas, que incluiria, entre outros, Carlos Prats, general chileno ligado ao governo de Salvador Allende e assassinado em 1974 em Buenos Aires e Orlando Letelier, diplomata chileno morto em Washington em setembro de 1976.

Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda seriam figuras perigosas para o regime, sobretudo se reorganizassem a Frente Ampla. Pesquisas realizadas pelo Ibope nos anos 1960 revelam a importância dessas figuras no cenário político.

Cabe ressaltar que apenas nove meses separam as mortes de Kubitschek (22/8/1976), em um acidente de automóvel envolto em mistérios, Goulart (6/12/1976) e Carlos Lacerda (21/5/1977), supostamente vítima de ataque cardíaco quando estava internado para tratar uma forte gripe.

Fonte: Revista Carta na Escola

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homenagem a jango

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joão goulart

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